O primeiro passo é não conseguir ler o livro sobre o qual você teria alguns comentários a fazer. Não que o livro seja ruim, longe disso. O problema é que sua atenção está dispersa, as palavras se repetem, as linhas se repetem e, muito embora se repitam, você não consegue ultrapassar o primeiro parágrafo. Fechar o livro, tomar um café, pesquisar aleatoriedades na internet em nada ajudarão. (Aliás, as chances de se perder no emaranhado de links é imensa.) Fechado o livro, tomado o café, perdido nos links, você se repreende: volte ao livro. E então você volta ao livro e supera o primeiro parágrafo, compreende (em partes) a proposta do texto. Frente ao segundo parágrafo, no entanto, as palavras se repetem, as linhas se repetem e o próximo passo é não conseguir ler o livro sobre o qual você teria alguns comentários a fazer. Não que o livro seja ruim, longe disso. O problema é que sua atenção está dispersa, as palavras se repetem, as linhas se repetem e, muito embora se repitam, você não consegue ultrapassar o segundo parágrafo. Fechar o livro, tomar um café, pesquisar aleatoriedades na internet em nada ajudarão, mas já não há muito mais a ser feito senão tocar um tango argentino no youtube e pensar em justificativas para o editor, que, aliás, se repetirão e se repetirão sem que você consiga se justificar.

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